Um brinde ao Cemitério

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(Texto escrito e postado em janeiro deste ano no Facebook. Paranaguá – PR).

Acordei quatro horas da tarde. Escovei os dentes, coloquei um disco do Roberto pra tocar, tomei café e voltei pra cama. No conforto da cama da minha mãe, que é enorme, entrei no Facebook. O primeiro texto que li foi do meu amigo Bortolotto. Minha “espinha” congelou. Ele fala de fases. De ciclos. E o entendo muito bem. E de um possível fechamento do teatro. A gente sabe que isso vai acontecer. Qualquer hora dessas as portas do lugar mais legal de SP vão fechar de vez (…). Respirei fundo, fui até a geladeira e abri a primeira lata do dia. A tristeza só aumentando. Minha mãe tava lendo um jornal local e comentando sobre a dengue. Fui até a varanda. Na volta, ela disse: “Ciso, fecha a porta e a janela”. “Pra quê?”. “É que eu li no jornal que o mosquito da dengue entra nessas horas nas casas. É quando tá escurecendo, meu filho”. Eu ri. E muito.

Como escreveu meu amigo Lucas Mayor em um de seus textos: “É provisório”. Sim, é tudo provisório. O teatro, os comentários da minha mãe, minha existência. As canções ficam. Inclusive as do Roberto.

Tarcísio Buenas.

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