Faz três anos…

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Faz uns três anos que eu não sei o que é acordar cedo. Acho que a última vez foi em Paranaguá, cidade localizada no interior do Paraná, onde minha mãe vive há dezesseis anos. E só levantei da cama porque ela ficou enchendo meu saco pra eu fazer exames de fezes e urina, coisa que raramente faço. É que nunca dá nada. Duvido que alguma lombriga consiga viver em meu organismo com a quantidade de álcool que eu bebo diariamente. Duvido. Ontem, não bebi. Precisava fazer uns trampos aqui em casa e bebendo não dá. E tava louco também pra terminar o livro “A viagem de James Amaro” do Luiz Biajoni, e terminei. Adorei esta road novel, curta e certeira. “A viagem de James Amaro” é desses livros que bate saudade quando você acaba. Poderia ser maior (se bem que dizem que menos é mais). Eu já ouvi muito isso por parte de leitores quando leram o meu livro “18 de maio, quanto tens por dizer…” que lancei no ano passado. E por falar nisso, haverá em breve uma nova tiragem, limitada, e dessa vez quem comprou, comprou. É que eu só penso agora no meu novo livro “Elisa se entusiasmou demais” que vai sair no próximo ano pela Bar Editora do meu brother Kleber Felix. Isto é, se eu conseguir terminar de escrever esta história que não tenho a máxima ideia de onde vai parar. Mas o que eu queria dizer no início deste texto é que como foi bom acordar cedo. Hoje, foi. Até Coco, o gato do vizinho, estranhou. Ele entrou assim que eu abri a porta mas não ficou muito tempo. Deu um giro e caiu fora. Eu já percebi que ele só fica mais tempo comigo quando estou melancólico. Incrível. Ele só fica mais tempo comigo quando estou pra baixo. Ele sobe em meu colo. Ás vezes, quando estou deitado, na minha barriga. E fica na dele me observando. Esses bichanos são seres fantásticos.

Agora me lembrei que antes de dormir, uma louca, minha amiga, claro, caso não fosse, ela não faria o que fez, me mandou uma mensagem ali por volta das quatro da madruga me convidando pra dançar. Eu ri. Louquinha, eu não danço. E ainda mais nesta hora da madruga, sóbrio e doido pra ficar sozinho no meu canto.

Fico por aqui ao som do Silver Jews, banda que parece que só eu gosto, com a bela “How to rent a room”. Esta começa assim: “No I don’t really want to die
I only want to die in your eyes”.

Tarcísio Buenas.

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