J Mascis

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Sou fã do modo peculiar como J. Mascis toca guitarra. Estilo: começa agora sabe Deus quando vai acabar. À frente do Dinosaur Jr., um dos pilares do rock alternativo norte-americano, Mascis chama atenção pelo modo como toca sua guitarra e canta. A impressão que tenho é a de que ele acabou de acordar e entrou em estúdio para gravar suas músicas.

O Dino, como é chamado por seus fãs, foi formado em meados dos anos oitenta por Mascis e Murph (baterista) após terminarem o colegial em Boston. Para o baixo, convidaram Lou Barlow e foram logo chamando atenção dos universitários, rádios alternativas e a turma do Sonic Youth.

Thurston Moore, guitarrista do Sonic Youth, chegou a montar uma banda à época com Mascis, chamado Velvet Monkeys.

O som do Dino trafega entre o punk folk e o country arrebenta quarteirões, como os próprios integrantes definem.
Três álbuns lançados depois, de forma independente, e com a saída de Lou – que formara o Sebadoh em seguida -, Mascis e seus comparsas lançaram o elogiadíssimo Green Mind (1991) por uma major. O que veio somar com o sucesso que foi a gravação da cover “Just like heaven” do The Cure e a participação no tributo a Neil Young, The Bridge.

(…)

Green Mind, tem uma bela capa – uma das prediletas do On The Rocks – é mais acessível do que os anteriores, mas não menos emocionante. Seu estilo de tocar guitarra continua o mesmo.

Barulho, distorções e melodia a serviço dos sons que vieram pra ficar na história, emocionar e seduzir ouvidos mais atentos e aptos a embarcar no marasmo destes caras.

Tarcísio Buenas.

Do livro “18 de maio, quanto tens por dizer…” (Buenas Books). ESGOTADO.

Songs of Leonard Cohen

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Songs of… (1967).

A foto é do próprio Cohen, então com trinta e três anos. A selfie é de sua própria câmera. Como você pode notar, um rosto tenso e tímido. Assim eu vejo. O que me faz lembrar das fotos em que minha mãe programava pra família sair junta e ninguém ficar de fora. E eu ria pra caramba. As únicas que me lembro sorrindo foram dessa época através da câmera dela. Minha mãe programava e ia todo mundo correndo pro clique. Fora isso, não vejo graça alguma “sorrir pra foto”. Mas diante “daquele” clique, era diferente.

Tarcísio Buenas.

P.S.: Não é uma bela capa; uma grande capa, eu sei. Mas a historinha é curiosa (a dele); e acho que a minha também. E eu gosto da expressão dele na foto. Não fosse Cohen, um gênio, talvez eu nem ligasse…